Ignorar é a forma mais elegante de se defender da maldade. (Fernanda Estellit)

domingo, 20 de outubro de 2013

Wilton Bezerra e a saudade do Crato nos tempos do bom futebol

Wilton Bezerra
Comentarista esportivo da TV Diário e Rádio Verdes Mares
Depois de tentar “processar” os resultados ruins de Ceará e Icasa pelo Campeonato Brasileiro da Série B, tentei, neste domingo, acompanhar pela televisão os “grandes clássicos” da Série A. Confesso que bateu uma tremenda nostalgia do nosso futebol de uns 40 anos atrás, quando o Brasil era pobre e atrasado. Menino no Crato, nos valíamos das ondas curtas e frequência modulada do velho e querido rádio, captando com dificuldade o som da Globo, Tupi, Mayring Veiga, Mauá, do Rio de Janeiro e Bandeirantes, de São Paulo. Fazíamos a cabeça dos porteiros dos cines Moderno e Cassino para assistir aos poucos minutos de futebol oferecidos pelo jornal do cinema, no “Atualidades Atlântida”. Somente assim, podíamos ver em movimento craques como Dida, Babá, Gérson, Garrincha, Didi, Quarentinha, Nilton Santos, Valdo, Bellini, Sabará, Almir, Paulo Borges, Pelé, Zagalo e tantos outros esquecidos pelas lonjuras do tempo. Era uma coisa prazerosa de se ver e ouvir, num futebol bicampeão do mundo. Não tinha essa de jogador de futebol mais parecer uma placa ambulante de publicidade. A bilheteria era a grande fonte de arrecadação. Quando um dirigente cismava de vender um ídolo, corria risco de morte. Hoje em dia, o que não falta em futebol é dinheiro. Somos a sétima economia do mundo e, enquanto isso, a CBF e a cartolagem ficaram ricas com um futebol pobre, endividado e ruim. Não suportei assistir Atlético Mineiro X Flamengo, pois sendo rubro negro, não consegui encontrar o meu time em campo. Aliás, no momento atual, as equipes parecem perder para elas próprias e não para os competidores.

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